“Shock, Shakespeare & Rock” é o novo projeto musical de Gabriel Braga Nunes. Um espetáculo de 1h15 que transforma sonetos de William Shakespeare em canções autorais, compostas pelo próprio artista, e leva ao palco uma experiência onde música e palavra caminham juntas.
Em cena, as músicas se alternam com a interpretação dos sonetos, criando uma narrativa cênica que combina música ao vivo, poesia e linguagem teatral, com cenografia virtual e projeções que ampliam o universo do espetáculo.
Desde a primeira versão, apresentada há três anos, o projeto vem circulando pelo Brasil e conquistando o público pela força da interpretação, pelo repertório original e pela forma contemporânea de aproximar Shakespeare de quem está na plateia.
Estreado em 2023, o espetáculo circula pelo país com sucesso de público e de crítica.
Além das peças, Shakespeare também deixou 154 sonetos. Enquanto seu legado no teatro é amplamente celebrado, essa coleção de poemas ainda é pouco conhecida no Brasil, apesar de sua força e beleza.
Publicados após sua morte, muitos deles vieram sem título e sem data, e por isso foram numerados por editores.
Sem personagens, sem máscaras e sem artifícios dramáticos, esses textos revelam com rara nitidez paixões, conflitos e desejos, por isso também servem como material biográfico para estudiosos que investigam a vida e a sensibilidade do autor.
Os sonetos são cantados no inglês arcaico original da época, e intercalados com interpretações dos sonetos pelo ator, em português.
Os cenários virtuais projetados trazem também a tradução dos refrões e momentos mais importantes explorados no show.
“Vivo em eterna luta contra o Tempo: O que ele tira de você, reponho com meus versos”. (Soneto 15)
Movido pela carga dramática dos sonetos e por sua ligação com o rock and roll, Gabriel Braga Nunes iniciou um processo autoral de composição e arranjos, transformando os textos em canções sem perder o rigor da palavra. A busca foi por um equilíbrio preciso entre literatura e rock, onde uma linguagem amplia a outra.
Esse encontro, à primeira vista improvável, ganha corpo no palco e produz um efeito direto: intensidade, presença e uma conexão imediata com a plateia.
Além de letras bastante inspiradas, os sonetos trouxeram a concepção do espetáculo. O show ficou dramático e confessional.
“Que carga dramática! Que eu lírico arrebatador! Esse material tão revelador pedia para ser trabalhado e transformado em cena!”
Além de oferecerem letras extremamente inspiradoras, os sonetos também moldaram a própria concepção do espetáculo. O show ganhou um tom dramático e confessional com força cênica, e lirismo arrebatador.
Um material tão revelador que virou cena, corpo e música. A irreverência e o deboche aproximam o bobo da corte e o astro de rock. Afinal, do pó viemos e ao pó voltaremos. O resto é silêncio.
“Com meus versos te devolvo tudo o que o tempo tirou!” (Soneto 15)
Formação: Gabriel Braga Nunes (concepção, direção, interpretação, voz e guitarra), voz, piano/teclado, bateria, baixo e violão/guitarra.
Sobre Gabriel Braga Nunes – ator, diretor e músico – Formado em Artes Cênicas pela UNICAMP, Gabriel Braga Nunes complementou sua trajetória com cursos livres, incluindo estágio no Núcleo de Pesquisas Teatrais LUME, participação na 8ª sessão da ISTA com Eugenio Barba e o Odin Teatret, e formação em Melodrama com Philippe Gaulier.
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