Neymar Dias é maestro, compositor, arranjador e multi-instrumentista. Tendo a viola caipira como um dos principais eixos de seu trabalho, desenvolve uma trajetória marcada pelo encontro entre a música brasileira, a tradição da viola, a música de câmara e as diferentes possibilidades das cordas dedilhadas.
Em seus projetos, a viola aparece em diferentes formações e contextos, dialogando tanto com o repertório tradicional brasileiro quanto com a música de concerto e com sonoridades de outros territórios da América do Sul.
PROJETOS
Neymar Dias e Vana Bock – Viola caipira e violoncelo – O encontro entre Neymar Dias, na viola caipira, e Vana Bock, no violoncelo, cria uma formação pouco usual e de caráter camerístico. O repertório transita por Bach, Villa-Lobos e música caipira, com arranjos que exploram as possibilidades sonoras dos dois instrumentos e aproximam tradição e música de concerto. ASSISTA
Neymar Dias e Mateus Porto – Viola, Violão e suas Fronteiras – Neymar Dias e Mateus Porto reúnem viola caipira e violão em um repertório construído a partir da música regional brasileira e das sonoridades de fronteira da América do Sul. Modas de viola, chamamés e chacareras, entre outros ritmos, aproximam tradições brasileiras e argentinas em uma formação intimista dedicada às possibilidades das cordas dedilhadas. ASSISTA
Neymar Dias e Cláudio Lacerda – Grandes Sertões – Em Grandes Sertões, Neymar Dias e Cláudio Lacerda apresentam um repertório dedicado à música caipira e a compositores como Dino Franco, José Fortuna e Raul Torres. A formação reúne voz, viola caipira e violão barítono, criando uma sonoridade que preserva elementos da tradição e, ao mesmo tempo, propõe uma abordagem camerística para esse repertório. ASSISTA
Biografia
Neymar Dias é maestro, compositor, arranjador e multi-instrumentista, com um trabalho dedicado à música brasileira e às diferentes possibilidades sonoras dos instrumentos de cordas dedilhadas.
A viola caipira ocupa lugar central em sua trajetória. Em vez de restringi-la a um único repertório ou linguagem, Neymar desenvolve projetos nos quais o instrumento estabelece diálogos com a música de câmara, o repertório de concerto, a canção brasileira e diferentes tradições musicais da América do Sul.
Essa pesquisa pode ser percebida nas diversas formações que integram seu trabalho.
Ao lado da violoncelista Vana Bock, Neymar aproxima viola caipira e violoncelo em um repertório que percorre Bach, Villa-Lobos e a música caipira, explorando a combinação entre dois instrumentos de origens e características distintas.
Com o violonista Mateus Porto, desenvolve o projeto Viola, Violão e suas Fronteiras, no qual modas de viola, chamamés, chacareras e outras referências brasileiras e argentinas estabelecem pontes entre diferentes territórios musicais da América do Sul.
Já em Grandes Sertões, ao lado do cantor e violonista Cláudio Lacerda, Neymar volta seu olhar para a tradição da música caipira. Voz, viola caipira e violão barítono conduzem um repertório ligado a compositores como Dino Franco, José Fortuna e Raul Torres, combinando a identidade desse universo musical a uma abordagem de caráter camerístico.
Embora apresentem formações e repertórios distintos, esses trabalhos partem de um mesmo princípio: ampliar as possibilidades da viola brasileira sem afastá-la de suas raízes.
Sua atuação revela, assim, um instrumento capaz de transitar entre diferentes repertórios, formações e linguagens, preservando sua identidade enquanto estabelece novos encontros dentro da música brasileira.